domingo, 17 de agosto de 2014
Desculpa por eu ser divergente da pessoa que você projetou de mim
Desculpa se não sou a pessoa que você imaginou que fosse, e por ser eu, te decepcionei.
Desculpa se já não sou mais o encanto dos teus olhos
Se já não sou mais o frio da tua barriga
Ou a esperança da mensagem recebida
Se já não tenho o mesmo riso
Se meu dente torto é de fato torto, e por isso, feio.
Se já não falo dos meus antigos
Se já não achas mais bonito
O jeito como ando
Se agora, me resumi a paz que você tanto precisa
A paz que precisa da minha ausência para existir.
Desculpa se a passagem da viagem tá em aberto
Se o café esfriou
Se você me vê pelos olhos de outrem e que assim como você, também não convivem de perto comigo
Mas me julgam à distância
Numa esquina, ou num bar de esquina qualquer.
Desculpa se te choro ou te irrito toda vez que apareço
Desculpa esse meu apreço.
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